Multitasking não funciona

Ao invés de meia hora dividida entre o celular, a tv e a internet e o livro de inglês, gaste cinco minutos só com o livro. Difícil sim, mas muito mais eficiente. E daí você vai ter 25 minutos livres pra voltar para o celular, a tv e a internet. E na aula, desligue o celular. Seu aproveitamento e progresso no inglês vão aumentar exponencialmente. Te...

Se você não gosta do professor…

Fizeram um estudo com 120 crianças de 6 anos de idade. Colocaram estas crianças na frente de computadores e deram testes cognitivos pra que elas resolvessem — envolvendo formas, padrões e analogias. E antes de começarem o teste, mostraram uma foto do professor da criança na tela. Mas a imagem aparecia por uma fração de segundo, sem que as crianças pudessem entender — era subliminar. As crianças que tinham um relacionamento mais próximo com seus professores — em contraste com as que tinham um relacionamento mais distante com os seus — acabaram resolvendo os problemas mais rapidamente (Ahnert et al 2012). Isso valia pra alunos da mesma sala, o que sugere que não é uma questão de currículo. Se você acha que isso só vale pra crianças, os resultados foram parecidos quando repetidos com alunos do segundo grau. A maneira como você se relaciona com seu professor — se você gosta dele ou não, se ele gosta de você, se ele liga pra o seu aprendizado — tem um peso enorme no seu desempenho. Mais do que coisas como o material usado pela escola, o método de ensino e a localização da escola. Pense nisso quando for escolher onde...

O talento especial pra aprender línguas.

Antigamente eu achava que algumas pessoas tinham um talento especial pra aprender línguas. Ainda acho, na verdade. O que mudou no meu jeito de pensar foi o peso que passei a atribuir a este talento especial. A verdade é que a maioria de nós não tem este talento especial. Eu não tenho. E apesar disso, bilhões de pessoas no mundo aprendem uma segunda, uma terceira ou uma quarta língua com grande sucesso. E o fazem sem sofrimento. Um fator mais importante no sucesso do aprendizado tem a ver com um outro tipo de talento: a capacidade de perseverar, de exercer disciplina, de desenvolver um gosto pela coisa, de acreditar que você consegue aprender apesar das dificuldades e da falta de tempo. Algumas pessoas chamam isso de inteligência emocional. E este, sim, é o grande talento pra se aprender línguas. Mas o que eu acho mais importante é que o seu professor tem que ajudá-lo a desenvolver essa sua inteligência emocional no decorrer do processo de aprendizado. Pra nós aqui da cup of tea, ajudá-lo a gostar do assunto e motivá-lo a aprender são funções de um bom professor. Ensinar gramática, usar o material e explicar o conteúdo são apenas um aspecto de ensinar inglês. Mas ser professor é muito mais que...

você está falando?

Parece bem óbvio: só se aprende a fazer alguma coisa, fazendo. Isso vale pra quase qualquer coisa na vida… cozinhar, dirigir, nadar, escrever, tocar violão. Você pode ler muitos livros a respeito do assunto que te interessa, pode conversar com as pessoas sobre o assunto, pode ver pessoas fazendo o que quer aprender. Mas no fim das contas, só vai aprender se puser a mão na massa e praticar o que quer aprender. Falar inglês é assim também. Você pode se matricular numa escola, pode fazer aulas, pode fazer exercícios escritos num livro, pode assistir filmes, pode usar a internet, pode ler muito em inglês, pode ouvir músicas. Se no fim do dia você não abriu a boca pra falar alguma coisa em inglês, você não vai aprender. Simples (e cruel) assim. Então, reavalie seu curso. Quanto tempo por semana exatamente você passa falando inglês de verdade? Um minuto? Dez? Meia hora? Seu progresso está totalmente ligado a este...

uma visita informativa

Muitas pessoas que terminaram cursos completos de inglês — três ou quatro anos inteiros de curso — me procuram. E é triste constatar que a maioria não se sente confiante pra falar. Ontem tive uma melhor ideia do porquê isso é tão frequente. Por curiosidade, visitei uma escola de inglês de franquia, dessas que têm propaganda aos montes na tv, na internet, em todo lugar. A escola oferece cursos para iniciantes com 16 pessoas em cada sala. São 75 minutos de aula. Mas são 16 pessoas na sala e um professor! Eu disse à moça que me atendeu — muito simpática, por sinal — que desse jeito não havia muito tempo pra cada pessoa falar inglês na aula. E ela explicou que os alunos têm oportunidade de falar entre si. Daí eu quis perguntar que, nesse caso, o professor não tem como corrigir o que cada aluno fala. Mas acabei deixando pra lá. O material cobrado separadamente — e nada barato — é usado exclusivamente pela escola e inclui um cd de áudio e um livro. Esse é o material usado no semestre inteiro. ‘Nós evitamos textos porque tudo é voltado pra conversação’, ela disse. De fato, não existe tempo na aula para decifrar um texto, por mais curto que seja. ‘Mas há atividades online’ ela explicou, ‘que o aluno faz livremente’. Constatei que na verdade, o material cobre bem menos conteúdo do que um livro texto do mesmo nível de uma coleção de editoras como Cambridge, Pearson, MacMillan, ou outras deste porte. Sugeri me candidatar a uma vaga de professor e falamos do salário (por hora) que eles...