Virtual? Bah!

Pra muita gente, o virtual não funciona. E não tem que funcionar. Não há nada de errado em gostar de interações ao vivo e em cores ao invés de através de telas de computador. De gostar de papel e caneta ao invés de celular. De bilhetes ao invés de whatsapp. Cada um é cada um e é preciso respeitar as preferências. É chato quando taxam de retrógradas e atrasadas as pessoas que gostam do jeito antigo de fazer as coisas. Besteira. Eu gosto de tecnologia. Mas aprendi inglês quando não havia computador e nem internet. Falar outra língua tem a ver com interações humanas, com comunicação, com expressar-se. Pessoas são mais importantes que as tecnologias que elas usam. Sempre vão ser. Dê uma banana pra esse povo que promove a ideia de que só a tecnologia te permite aprender de modo...

o inglês e o violão

Aprender uma outra língua é um desafio porque não se trata de simplesmente adquirir uma informação. Não é como aprender um fato histórico ou aplicar uma fórmula matemática. É mais como tocar violão. Existe o aspecto da performance: de falar inglês na frente de outra pessoa. E este aspecto vem depois que o aluno entende a lógica da gramática. O que geralmente acontece é que o aluno para na gramática. Contar uma história em inglês é um pouco como aprender a tocar uma música no violão. A dificuldade é estar pronto pra realizar aquela sequência de acordes num momento específico, de um jeito específico. Você não pode trocar a ordem dos acordes, demorar demais pra fazer cada um dos acordes ou parar no meio pra recomeçar. Tem que tocar na hora certa, do jeito certo, no tempo certo. Se não a pessoa não entende a música. No caso do violão, quando estiver praticando, você pode olhar o desenho do braço várias vezes e decorar mentalmente a sequência. Isso realmente vai te ajudar um pouquinho na hora de tocar. Mas se você não pegar no violão e fizer a sequência várias vezes até deixá-la “redondinha”, não vai adiantar nada. Esse processo todo envolve muita tentativa e erro, frustração, esquecer a sequência, por um dedo de um jeito e ele cair na corda errada, não ter certeza se está fazendo certo e coisas do tipo. E mesmo depois que estiver redondinho, você ainda pode errar quando for tocar na frente de outra pessoa porque pode ficar nervoso. Falar inglês é bem parecido. Na hora de falar você precisa confiar naquilo que...

Um passo de cada vez

Muitos desistem de começar o inglês porque vêem um caminho longo demais à frente. De fato, pra se tornar totalmente fluente, você vai precisar de alguns anos. Mas quem disse que você precisa buscar isso logo de cara? Talvez o que você precise agora é só sair do zero. Aprender o básico. Saber pedir um café, atender o telefone, responder que “tudo bem, vai dar pra resolver” num email. E isso é totalmente possível em pouco tempo. Porque com um número limitado de palavras que você sabe usar bem, você consegue ir bem longe. Sabe, uma atitude de “um pouquinho todo dia” vai te levar muito longe. Não precisa se sentir pressionado a ser fluente. E também não precisa se excluir dizendo que “inglês não é minha praia”. Pense nisso: um passo de cada vez. Uma palavra ou expressão de cada vez. E você já vai sair usando o inglês logo de...

Pare de arrumar desculpas

A pior coisa que você pode fazer é se convencer de que aprender inglês não é pra você. Logo, você vai estar acreditando nesta mentira e fechando as portas pra um universo de oportunidades. Qual a desculpa? Você é muito velho? Não leva jeito? Não tem tempo? Não tem dinheiro? Não gosta? Pra cada uma destas desculpas esfarrapadas, posso te apresentar exemplos de pessoas que refutaram cada uma delas e se deram bem com o inglês. Na verdade se deram bem na vida por causa do inglês. Contra todas as previsões e expectativas. Sério, pare de arrumar...

Multitasking não funciona

Ao invés de meia hora dividida entre o celular, a tv e a internet e o livro de inglês, gaste cinco minutos só com o livro. Difícil sim, mas muito mais eficiente. E daí você vai ter 25 minutos livres pra voltar para o celular, a tv e a internet. E na aula, desligue o celular. Seu aproveitamento e progresso no inglês vão aumentar exponencialmente. Te...

Se você não gosta do professor…

Fizeram um estudo com 120 crianças de 6 anos de idade. Colocaram estas crianças na frente de computadores e deram testes cognitivos pra que elas resolvessem — envolvendo formas, padrões e analogias. E antes de começarem o teste, mostraram uma foto do professor da criança na tela. Mas a imagem aparecia por uma fração de segundo, sem que as crianças pudessem entender — era subliminar. As crianças que tinham um relacionamento mais próximo com seus professores — em contraste com as que tinham um relacionamento mais distante com os seus — acabaram resolvendo os problemas mais rapidamente (Ahnert et al 2012). Isso valia pra alunos da mesma sala, o que sugere que não é uma questão de currículo. Se você acha que isso só vale pra crianças, os resultados foram parecidos quando repetidos com alunos do segundo grau. A maneira como você se relaciona com seu professor — se você gosta dele ou não, se ele gosta de você, se ele liga pra o seu aprendizado — tem um peso enorme no seu desempenho. Mais do que coisas como o material usado pela escola, o método de ensino e a localização da escola. Pense nisso quando for escolher onde...