O talento especial pra aprender línguas.

Antigamente eu achava que algumas pessoas tinham um talento especial pra aprender línguas. Ainda acho, na verdade. O que mudou no meu jeito de pensar foi o peso que passei a atribuir a este talento especial. A verdade é que a maioria de nós não tem este talento especial. Eu não tenho. E apesar disso, bilhões de pessoas no mundo aprendem uma segunda, uma terceira ou uma quarta língua com grande sucesso. E o fazem sem sofrimento. Um fator mais importante no sucesso do aprendizado tem a ver com um outro tipo de talento: a capacidade de perseverar, de exercer disciplina, de desenvolver um gosto pela coisa, de acreditar que você consegue aprender apesar das dificuldades e da falta de tempo. Algumas pessoas chamam isso de inteligência emocional. E este, sim, é o grande talento pra se aprender línguas. Mas o que eu acho mais importante é que o seu professor tem que ajudá-lo a desenvolver essa sua inteligência emocional no decorrer do processo de aprendizado. Pra nós aqui da cup of tea, ajudá-lo a gostar do assunto e motivá-lo a aprender são funções de um bom professor. Ensinar gramática, usar o material e explicar o conteúdo são apenas um aspecto de ensinar inglês. Mas ser professor é muito mais que...

“Coaching” não é só para esportes

Um artigo na revista The New Yorker hoje fala de um conceito em ensino e confirma uma ideia que eu tive há algum tempo: o modelo de ‘coaching’ usado em esportes para treinar atletas é excelente para o desenvolvimento de profissionais. Eu defendo a ideia de que coaching é perfeito pra quem está aprendendo inglês. Basicamente, coaching significa ter alguém que domina uma certa habilidade (ou que entende muito do assunto) observando, julgando e guiando você na sua tentativa de melhorar seu desempenho naquilo. Segundo o cirurgião que escreveu o artigo – ele decidiu contratar um outro cirurgião para treiná-lo no aperfeiçoamento das suas técnicas de cirurgia – a premissa do coaching é que chega um ponto em que você não consegue mais melhorar por si só. Bons coaches sabem quebrar o processo de realização de uma tarefa ou habilidade em pequenos componentes. Ele fala do exemplo do técnico de basquete que chegava a ensinar os atletas a calçar a meia de modo a evitar bolhas. Claro! Bolhas no pé significam banco, que significa perda de dinheiro e talento. Esse exemplo mostra como um coach pensa. Ele leva em consideração todo tipo de detalhe que está atrapalhando o desempenho do atleta. O coach concentra-se naquilo que você está fazendo de errado. Porque a maioria de nós não consegue evoluir sozinho quando chega num determinado ponto. O coach é o ouvido e olho externo que ouve e vê coisas que você não consegue. Bons coaches falam com credibilidade, estabelecem uma conexão pessoal e não focam em si mesmos. Falam de uma maneira direta, mas respeitosa. Uma coisa importante que ele...