testes de inglês onde ninguém fala

Você já percebeu que, embora a maioria das escolas venda conversação, na prática o foco acaba sendo sempre a escrita e a leitura? Quer um exemplo? Quando a escola propõe um teste pra avaliar seu inglês isso acontece através de uma conversa com você ou de um teste de múltipla escolha na internet? O pior é que nem áudio se coloca em tais testes. O foco pra quem estuda inglês deve ser sempre conversar em inglês. Ouvindo sempre e muito. E com a escrita e a leitura vindo logo em seguida. Não se pode aprender a falar bem inglês apenas com leitura.  ...

você está falando?

Parece bem óbvio: só se aprende a fazer alguma coisa, fazendo. Isso vale pra quase qualquer coisa na vida… cozinhar, dirigir, nadar, escrever, tocar violão. Você pode ler muitos livros a respeito do assunto que te interessa, pode conversar com as pessoas sobre o assunto, pode ver pessoas fazendo o que quer aprender. Mas no fim das contas, só vai aprender se puser a mão na massa e praticar o que quer aprender. Falar inglês é assim também. Você pode se matricular numa escola, pode fazer aulas, pode fazer exercícios escritos num livro, pode assistir filmes, pode usar a internet, pode ler muito em inglês, pode ouvir músicas. Se no fim do dia você não abriu a boca pra falar alguma coisa em inglês, você não vai aprender. Simples (e cruel) assim. Então, reavalie seu curso. Quanto tempo por semana exatamente você passa falando inglês de verdade? Um minuto? Dez? Meia hora? Seu progresso está totalmente ligado a este...

Como saber se estou falando errado?

É difícil descobrir por si só se há algo errado com seu jeito de falar inglês. Mas aqui vão algumas dicas que podem ajudá-lo a ter uma ideia de a quantas anda sua capacidade de se comunicar oralmente: A pessoa pede que você repita palavras ou expressões com frequência. Isso pode indicar problemas de pronúncia. Pode ser também que você não tenha confiança e tenha uma tendência a falar baixo demais. A pessoa não entende o que eu digo num primeiro momento e eu geralmente preciso reformular minhas ideias pra que me entendam. Isso pode indicar que há problemas na organização das suas ideias. Pode ser que você esteja muito preso à sua forma de pensar em português e esteja simplesmente traduzindo do português para o inglês. O resultado é um amontoado de palavras do inglês que, quando juntas, não fazem sentido para um falante nativo (este é o famoso ’embromation’). Preciso recorrer muito a gestos e ajudas não verbais para me fazer entender. Não há problema em usar gestos para se comunicar. O problema é depender deles porque não estamos conseguindo nos expressar com as palavras. Meu interlocutor com frequência sugere palavras diferentes das que eu uso. Isso pode significar problemas no uso do vocabulário, na sua escolha de palavras. Possivelmente você não está familiarizado com expressões idiomáticas ou collocations (combinações de palavras). Se estas coisas estão acontecendo com você, peça a um professor ou alguém que saiba bem inglês pra te dar uma opinião sobre seu jeito de falar. Procure corrigir os erros para se fazer entender melhor....

Começar a falar logo de cara

Estava conversando com minha cabeleireira sobre a dificuldade dela com o inglês. Ela me dizia que às vezes ela precisa conversar no trabalho com alguns clientes em inglês e comentando que não conseguia fazê-lo porque “travava”. Às vezes mistificamos o processo todo de falar outra língua e achamos que a coisa toda é difícil demais. Um dica pra quem tem que falar inglês por causa do trabalho e simplesmente não sabe por onde começar é aprender o vocabulário que você vai usar com frequência. Junto com isso, aprenda algumas expressões-chaves. Decore mesmo. Isso é o que geralmente faz quem precisa de inglês pra viagem. Decora-se palavras como ‘dinheiro’, ‘estação de trem’, ‘restaurante’, ‘água’, etc. E frases prontas do tipo ‘onde tem um caixa eletrônico?’, ‘que horas sai o trem?’, ‘quanto é o refrigerante?. A partir daí é só ir acrescentando novas palavras e frases à medida em que se precisa. Este é o processo de aprendizado para quem está no exterior. A diferença é que ele acontece muito mais intensa e rapidamente. Ou seja, se há urgência, você pode considerar passar por cima da gramática e partir da memorização de um vocabulário específico. Lembre-se também que comunicação acontece também com gestos, expressões faciais e linguagem corporal. Tudo isso ajuda na hora de comunicar o que se quer. E finalmente, dê a cara pra bater. Arrisque e fale. Não fique inibido e com medo de errar. Você vai errar e isso é parte do processo de...

Uma vantagem da aula particular

Há uma característica da aula particular (entre o professor e apenas um aluno) que é muito importante e que é praticamente impossível de reproduzir numa sala com vários alunos. Trata-se da possibilidade de fazer o aluno contar uma história mais longa e falar inglês – sem ser interrompido – por um período maior de tempo. Veja bem. No contexto de sala de aula normal, o professor faz uma pergunta ao aluno, este responde e o foco passa para o próximo aluno. O primeiro aluno fica então livre pra voltar a pensar em português e ‘se desligar’ da aula. Afinal, o professor já teve sua resposta e está se ocupando agora com outra ‘vítima’. Numa aula particular, o professor pode continuar a conversa com o aluno, forçando-o a ficar focado no assunto e pensando continuamente em inglês por um período mais longo. Isso não é nada fácil e exige muito treino. Por que isso é importante? Porque na vida real, as interações vão acontecer desse jeito. Quando for fazer uma apresentação em inglês, você vai ter que falar ininterruptamente por vários minutos e não simplesmente responder uma pergunta e se desligar do assunto. Quando você for contar uma história, seu interlocutor vai lhe fazer perguntas. Você não vai ter a opção de se desligar da conversa e ‘descansar’ do esforço de pensar em inglês. E essa capacidade de se manter pensando e interagindo em inglês exige treino. Algo que só uma conversa individual com outra pessoa pode...