O mundo mudou. Que bom!

Uma das coisas que decidi fazer este ano foi melhorar um pouquinho o meu francês (que nunca foi lá essas coisas). Não tenho pretensões de falar bem, mas resolvi começar lendo mais nessa língua.

E acabei me dando conta de um fato interessante: existe uma diferença absurda entre o modo como eu comecei a aprender inglês (há algumas décadas) e o modo como estou encarando o francês agora.

Tudo mudou. Os recursos que a internet oferece são tantos — ela, que nem existia quando comecei com o inglês — que fiquei perdida na hora de escolher o que ler primeiro. Posso começar por google.fr.  Posso também tentar o Le Monde. Ou posso googlar em inglês mesmo ‘resources for French learners’ (sempre há mais recursos em inglês do que em português). Posso também procurar na internet os materiais mais bem avaliados e comprá-los. Posso conversar com falantes nativos pela internet. Estas são apenas algumas das muitas opções…

Outra coisa diferente: minha abordagem do francês também mudou por conta da minha experiência de ter estudado inglês e japonês. Posso pular muitas etapas, por exemplo. Nem cogitei procurar uma escola logo de cara porque já tenho uma boa idéia do que tenho que aprender primeiro. Se for conversar com um professor, posso até trazer algumas sugestões de como ele poderia me ajudar.

O que estou tentando dizer é que o mundo mudou e o nosso modo de encarar uma nova língua também mudou. Se você deixou o colegial há muito tempo e a escola foi sua última experiência com o inglês (e você odiou), está errado imaginar que voltar a estudar inglês significa passar por aquela experiência de novo.

A internet mudou tudo. E como se isso não fosse o suficiente, você também mudou.

Algumas pessoas pensam ‘ah, agora que estou mais velho, ficou mais difícil estudar inglês’.

Será mesmo? Fiquei mais velha, sim. Mas estou mais viajada, mais madura, me conheço melhor, sei o que quero e o que não quero, estou mais tranquila e tenho mais acesso a recursos (materiais, internet, computador, tablet, smartphone, etc).

Você pode continuar fugindo do inglês com medo do passado e achando que as coisas complicaram.

Eu prefiro pensar que ficou mais fácil.