Traduzir ou não?

Já ouvi gente se queixando de cursos de inglês onde é proibido falar qualquer palavra em português na sala. O que acaba acontecendo é que quando o aluno não entende uma palavra – porque o professor só falou inglês – a explicação acaba demorando mais ainda. E no final, o aluno nunca tem certeza de que entendeu precisamente o significado da palavra. Até que outro aluno, exasperado, acaba dizendo a palavra em português.

O problema com tal estratégia é que perde-se muito tempo explicando o significado de coisas básicas. Pra explicar o que é ‘ventilador’ por exemplo, o professor pode dizer ‘a thing that has rotating blades that create a current of air for cooling’.  Isso se ele conseguir chegar a esta definição logo de cara. E se conseguir, será que o aluno vai ligar isso a ‘ventilador’?

Eu defendo que o professor traduza palavras deste tipo, pra poder usar o tempo de aula de maneira mais eficiente. O tempo de aula é muito importante pois é o único momento em que o aluno pode falar e inglês e receber feedback sobre o que fala.

Mas entendo de onde vem essa corrente ‘anti-tradução’.  Não é eficiente, no início do aprendizado de uma nova língua, traduzir tudo para a língua materna. E uma vez adquirido, este é um hábito difícil de deixar.

Mas também acho que explicar uma ou outra palavra em português não é a mesma coisa que traduzir tudo. E o mais importante: o tempo do professor com o aluno deve ser maximizado.