Uma questão de atitude

Acho que boa parte da dificuldade em se aprender inglês tem a ver com a atitude de quem está aprendendo. Tem mais a ver com coisas que estão dentro da cabeça (ou estão mais relacionadas com a personalidade) de quem está aprendendo do que com fatores externos como ambiente, tempo disponível ou as condições de aprendizado. Coisas que você não imagina que influenciam seu aprendizado e que influenciam MUITO: Como você vê sua capacidade ou talento para a língua? Você consegue se ver falando inglês fluentemente? Se você não se vê fluente, será mais difíicil tornar-se fluente. Como você vê os EUA e a Inglaterra (ou a cultura americana em geral)? Se você odeia o inglês ou os americanos, vai ter mais dificuldade. Como você se dá com o português? Você fala bem? Escreve bem? Gosta de ler? Entende ou se interessa pela gramática? Se interessa pelo significado das palavras em geral? Se você domina o português, tem mais chances com o inglês. Você é tímido? Tem dificuldade para iniciar um conversa? Se sim, vai ter mais dificuldades pra falar. Você é curioso? Gosta de aprender coisas novas? Gosta de entender um conceito ou decifrar um problema que é apresentado a você? Se não, pode ter dificuldades pra progredir no inglês. Você é uma pessoa falante? Ou é mais quieto e introspectivo? Sua personalidade também influencia no seu progresso da fala. Perguntei a pessoas que aprenderam a falar inglês fluentemente e comparei as respostas delas a estas perguntas. As respostas são muito parecidas. Agora, tenha em mente que suas respostas não necessariamente determinam seu sucesso no estudo do inglês....

Exames oficiais

Exames oficiais de inglês, como os feitos pela Cambridge University, são excelentes oportunidades de dar uma “repaginada” no seu inglês. Convenhamos, é complicado manter o foco durante anos e ter uma avaliação objetiva do seu progresso e do seu nível de inglês. Estes exames podem te permitir fazer exatamente isso. Preparar-se para um exame desses geralmente significa organizar seu estudo em torno de um alvo específico. Isso permite ao estudante gastar horas trabalhando com materiais de qualidade para desenvolver todas as habilidades no uso do inglês. Isso porque as melhores editoras têm toneladas de materiais que preparam o aluno exatamente pra este tipo de exame. O aluno consegue manter-se motivado durante um certo tempo e como resultado acaba melhorando todos os aspectos do seu inglês. Isso é excelente e muito difícil de atingir sem um alvo assim. Em outras palavras, estudar para um exame, dá uma orientação e motiva seu estudo da língua, o que só lhe trará benefícios. Este exames são bastante respeitados no mundo todo e poder incluir um certificado destes no seu currículo pode ajudá-lo bastante profissionalmente. Mas são exames caros (o FCE custa um pouco mais de 500 reais) então definitivamente não vale a pena tentar encarar um exame destes sem o devido...

Tem mesmo que ser assim?

Você tem que morar fora pra falar bem, você tem que gastar uma boa grana pra aprender inglês, você tem que estudar muitos anos pra ficar bom, você tem que estudar numa escola de inglês, você tem que ter um professor nativo, você tem que estudar inglês quando criança pra ficar bom, você não pode aprender inglês sozinho, você tem que estudar gramática antes de falar, você tem que estudar vários anos antes de poder ‘usar’ o inglês, você tem que ter um talento nato pra aprender inglês, você tem que gastar um bom dinheiro em material pra aprender, seu professor tem que ser formado (de preferência em Letras), seu professor tem que ter morado fora muitos anos, você não pode traduzir quando estiver aprendendo…   Não tem,...

Três dicas sobre rotina de estudos

Três pequenas dicas sobre sua rotina de estudos: Estude inglês diariamente. Você já deve ter ouvido isso muitas vezes: é muito melhor estudar alguns poucos minutos todos os dias do que estudar duas horas em um dia por semana. Estudando mais vezes você consegue revisar o conteúdo com mais frequência, o que é fundamental para memorização. Crie uma rotina  para revisar vocabulário, estudar algum ponto gramatical e exercitar cada uma das habilidades diariamente (ou pelo menos três vezes por semana). Não deixe de trabalhar nenhum destes aspectos. Toda vez que sentar pra estudar! Ok, se um ou outro dia, você tiver que deixar algum destes pontos de lado por falta de tempo, deixe a gramática. E uma sugestão pra mudar isso: quebre esta rotina de vez em quando e faça algo diferente como por exemplo: ouvir uma história em inglês, estudar um aspecto da gramática usando um livro diferente, assitir um seriado sem legenda, ouvir uma música e tentar transcrever a letra. Faça isso uma vez a cada três...

A curva de aprendizado é íngreme só no início

Quando você começa no inglês, sai do zero e logo passa a conseguir articular algumas frases e se fazer entender. Você diz “I’m hungry” e todo mundo entende o que você diz. Elogios aparecem aos montes. Tudo é lindo e maravilhoso. Depois de um tempo, lá pelo nível intermediário, os elogios cessam. Aquela palavra que você achou que sabia o significado não é bem aquilo. Você tem que pensar no tempo verbal certo. Apareceu um tal de present perfect que você não assimila de jeito nenhum. E tem os malditos phrasal verbs. Parece que seu professor só vê erros no que você diz. Isso acontece porque você está trabalhando num outro nível de sofisticação onde detalhes são importantes. Você não quer apenas se fazer entender. Você quer transmitir nuances, humor, seguir um estilo próprio, convencer, impressionar, etc. Isso requer um vocabulário mais extenso, tempos verbais específicos, expressões idiomáticas, outros aspectos gramaticais além dos verbos. Seu inglês não piorou. Você tem que lidar com muito mais coisas agora. Quando começamos, a curva do aprendizado é bem íngreme. Mas nos níveis mais avançados, há muito mais coisas pra se lembrar e o progresso não é tão óbvio quanto antes. Não desanime. Vai...