Uma questão de atitude

Acho que boa parte da dificuldade em se aprender inglês tem a ver com a atitude de quem está aprendendo. Tem mais a ver com coisas que estão dentro da cabeça (ou estão mais relacionadas com a personalidade) de quem está aprendendo do que com fatores externos como ambiente, tempo disponível ou as condições de aprendizado.

Coisas que você não imagina que influenciam seu aprendizado e que influenciam MUITO:

  • Como você vê sua capacidade ou talento para a língua? Você consegue se ver falando inglês fluentemente? Se você não se vê fluente, será mais difíicil tornar-se fluente.
  • Como você vê os EUA e a Inglaterra (ou a cultura americana em geral)? Se você odeia o inglês ou os americanos, vai ter mais dificuldade.
  • Como você se dá com o português? Você fala bem? Escreve bem? Gosta de ler? Entende ou se interessa pela gramática? Se interessa pelo significado das palavras em geral? Se você domina o português, tem mais chances com o inglês.
  • Você é tímido? Tem dificuldade para iniciar um conversa? Se sim, vai ter mais dificuldades pra falar.
  • Você é curioso? Gosta de aprender coisas novas? Gosta de entender um conceito ou decifrar um problema que é apresentado a você? Se não, pode ter dificuldades pra progredir no inglês.
  • Você é uma pessoa falante? Ou é mais quieto e introspectivo? Sua personalidade também influencia no seu progresso da fala.

Perguntei a pessoas que aprenderam a falar inglês fluentemente e comparei as respostas delas a estas perguntas. As respostas são muito parecidas.

Agora, tenha em mente que suas respostas não necessariamente determinam seu sucesso no estudo do inglês. ‘Ah, sou tímido, nunca vou me dar bem no inglês’. Não é isso.

Estes fatores influenciam muito, sim. Mas todos estes fatores se expressam em comportamentos que podemos mudar. Você pode ser tímido, sim. E talvez não seja fácil mudar isso. Mas você pode também fazer um esforço para aprender a iniciar uma conversa com um estranho ou aprender a falar de você para alguém que acabou de conhecer.

Você pode ter sido um péssimo aluno de português, mas pode, sim, ir atrás de aprender aspectos de gramática e compensar as falhas do ensino médio.

Você pode não ser falante, mas pode forçar-se a abrir a boca na sala de aula.

Seus comportamentos podem gerar uma mudança de atitude que é que vai fazer a diferença.